(Source: dearwoman, via boulevard-of-dreams)
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(Source: quase-ciumento, via sorryificallyoulove)
(Source: distance-of-two-hearts, via thesweetestthingslove)
(Source: laboratoriodohumor, via the-only-way-to-feel)
(Source: chuva-dedezembro, via sorryificallyoulove)
E eu ainda quero acordar e a primeira coisa que irei ver é o seu sorriso. Quero ver você sorridente me esperando para tomarmos o café da manhã. Olharia para o lado e me iria me deparar com as nossas roupas jogadas no chão, a minha bagunça, com a sua bagunça, iríamos juntar as nossas roupas no guarda-roupa, e se não couber, a gente dá um jeito. Eu ajeito as suas roupas naquela gaveta vazia, e colocaria as minhas no cantinho. Pintaríamos a casa com a cor que lhe agradaria, tudo ia ser decorado com a nossa cara. Cada detalhe da nossa casa ia ter um pouco de nós dois. Nas estantes iria ter os seus livros, e os meus CDs preferidos. Não precisa de muito espaço, não precisamos de uma casa gigante, já estaria perfeito se você estivesse ao meu lado. Eu iria encher a sala com porta-retratos de nós dois, desde o primeiro dia em que nos conhecemos, até o dia do nosso casamento. Guardaria um espaçinho na estante para em breve colocar o porta-retrato de um novo membro da nossa família. Nossa casa não precisaria ser grande, mas iria ter um quarto vago, a espera do nosso primeiro filho(a). Não ligaríamos com o horário de acordar, exceto quando for a sua primeira entrevista de emprego, e eu estaria lá, te apoiando e dizendo que tudo irá dar certo. Nos dias vagos e tediosos, nós dois íamos se jogar no sofá, e ficar lá. E nós dois ainda vamos ficar discutindo em qual canal da TV que iríamos deixar. Assistindo aqueles programas chatos de domingo á noite, ou assistindo um filme de terror. Ou quem sabe aquele filme de romance… Jogaria pipoca em você, e começaria a gargalhar. E nós dois ainda vamos disputar em uma partida de videogame quem vai ter que lavar e secar os pratos do jantar. E é claro, eu iria ganhar. Vamos dar gargalhadas altas, até mesmo se não tiver um motivo pra rir. Te jogaria no chão e te encheria de cócegas, te faria chorar de tanto rir. Vamos acordar os vizinhos com o nosso riso alto, com o barulho da nossa cama, e com as nossas músicas agitadas. Seriamos aquele tipo de casal que as pessoas olham e falam: ‘‘Vocês são um casal, ou melhores amigos?’’ E responderíamos: ‘‘Os dois.’’ Poderíamos passar um dia todo sem nada pra fazer, sem nada pra falar, só jogados na cama, em um dia de chuva e frio, ficaríamos enroladinhos no cobertor, só iria olhar pra você, passaria as minhas mãos no seu rosto tão suavemente, sem dizer uma única palavra, e daria vários beijos, e logo em seguida daria um sorriso. Você seria o meu motivo de sorrir, de acordar todos os dias, e ver como o dia está lindo hoje, só por ter você. Sairíamos para todos os lugares, todo o final de semana estaríamos na praia. Ou viajaríamos para conhecer o mundo, só nós dois, com uma mochila nas costas cheia de besteiras. Com o necessário para nós. Feitos duas crianças, iríamos nos divertir como nunca. Poderíamos fazer as coisas mais sem noção, e malucas. Eu não me importaria, eu só iria querer fazer tudo isso ao seu lado. Nós dois iríamos nos comunicar apenas no olhar, eu saberia quando você não estivesse bem apenas no seu tom de falar. Sua risada seria o melhor som que eu iria querer ouvir ao dormir, e ao acordar. Poderia fazer as coisas mais absurdas para te fazer sorrir. Assim seria a nossa vida… Só nós, a dois, e a sós.
— Nathalia. (via segredosdeumpoeta)
(via segredosdeumpoeta)
(Source: ignorad0, via the-only-way-to-feel)
E mais uma vez, eu abri uma página sua de uma rede social e fiquei olhando sua foto. Como eu já sorri olhando praquilo, você não tem ideia. Mas das ultimas vezes, infelizmente não era sorrindo que eu olhava, era com desanimo, com saudade e mágoa misturadas. Porque você tinha que morrer? Porque você tinha que matar tudo que eu sentia? Me obrigar a morrer também. Me obrigar a fingir estar vivo pra todo mundo. Me obrigar a não chorar, quando tive vontade de chorar. Vontade de te esmurrar, te dizer que você é uma idiota, uma babaca, uma cretina, uma fraca, nunca passou disso. Nunca uma piada sua foi engraçada, nunca você me surpreendeu. Nunca. Mas eu não consigo deixar de pensar em você, a cada dia, a cada ato meu. E quando eu procuro outras pessoas, eu procuro imaginando você me vendo. E tendo ódio de mim. Porque eu quero que sinta ódio. Porque ódio significa alguma coisa, e é melhor que indiferença. Você que já foi tudo, já foi minha esperança, foi meu futuro imaginado, hoje não é nada. Não passa de uma foto numa rede social. Se eu vivo bem sem você, porque eu continuo te olhando? Porque eu sempre volto aqui? Porque eu ouço musicas que falam de tristeza? Por quê? Você não vale isso. Mas eu faço. Eu continuo fazendo. Como uma cerimônia de luto, eu sigo a risca. Mas acontece que você não morreu de verdade, do jeito que eu preferia que morresse. Você está ai viva, vivendo sua vida, fazendo suas coisas, feliz, tranquila, sem sentir minha falta, sem olhar minha foto em rede social. Porque eu não consigo? Porque você não podia ser alguém? Eu esperei muito de você? Não. Eu não esperei nada, eu entendi tudo, eu entendia o que ninguém entenderia. Eu respeitei. Eu fiz como você quis. Tudo. Eu me anulei. Eu deixei de me amar, pra todo meu amor ser só seu. Eu voltei atrás. Eu chorei, eu pedi desculpas, eu aguentei besteiras. Aguentei tudo. Ajuntando do chão, migalhas do seu carinho, migalhas do seu amor. Do seu jeito explosivo e calmo. Um dia me amando como se a terra fosse acabar depois da meia noite. No outro dia uma desconhecida me pedindo pra tratá-la como um qualquer, por favor. Você é minha personagem favorita. A dona de todos os meus textos, de todas as minhas histórias. E eu tenho que dizer isso agora, só pra uma foto numa rede social. Porque você morreu na minha vida. Você pediu demissão, seu cargo era o de presidente, era membro honorário do conselho, tinha tapete vermelho e eu me vestiria até de secretário se te agradasse. E você pediu demissão, sem aviso prévio nem nada. Me diz agora? Como viver bem? Como sobreviver, sem essa ponta de angustia? Eu sou feliz, cara. Eu sou feliz demais. Mas eu sou infeliz demais, quando penso em você. Quando penso no que poderia ser, no que poderia ter sido. Eu sei que não dá. Eu nem quero que dê. Não quero mais. Mas não sei o que fazer com esse nó. Vai passar né? Eu sei. Com o tempo eu não vou mais olhar sua foto, nem sofrer, nem pensar o quanto é infeliz tudo o que aconteceu. Tomara que passe logo. Porque a vontade de te ressuscitar às vezes, me domina.
— Tati Bernardi (via segredosdeumpoeta)
(Source: receado, via segredosdeumpoeta)